Que está tudo de férias. Até o blogue. Que este também precisa de por ao sol o pensamento para aquecer as palavras.sábado, 6 de agosto de 2011
Acho que já deu para reparar
Que está tudo de férias. Até o blogue. Que este também precisa de por ao sol o pensamento para aquecer as palavras.sábado, 23 de julho de 2011
Miguel Esteves Cardoso é que sabe...

As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. "
Miguel Esteves Cardoso
sexta-feira, 22 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
Porque este Sr. escreveu muito bem. E eu gostei.

Um país não é lixo
As palavras têm um peso. Em inglês, em português, em grego ou em amárico (a língua da Etiópia), "junk" quer dizer lixo, e lixo, como toda a gente sabe, é lixo. E lixo não é nome que se chame a um país, como não é nome que se chame a uma pessoa. Imagine que o seu filho tem 1 a uma disciplina nas suas notas escolares. Deixa de ser um aluno e transforma-se em lixo? É assim que o professor o deve classificar?
Afinal, ele está em dificuldades, não aprendeu, não estudou, porventura não se esforçou o suficiente, está no fundo do fundo da tabela. Tudo isto faz dele lixo? Ou então imagine que é um pai ou uma mãe e que, por circunstâncias várias, a sua família está a viver uma situação financeira particularmente difícil, sem capacidade para honrar os seus compromissos e que precisa de ajuda. Deixa de ser o António ou a Maria e passa a ser lixo? Deixa de ser o pai ou a mãe e passa a ser lixo? Pois é isso que as agências de rating andam a dizer-nos. Isso diz-se às pessoas?
Chamar lixo a um país - seja ele qual for - está muito para além do insulto ao patriotismo de cada um. É muito mais do que isso. É um assalto à dignidade do país. O que é o mesmo que dizer à dignidade dos cidadãos, à dignidade humana. Porque um país é, antes de mais e acima de tudo, as suas pessoas. Um país não é uma empresa cuja performance possa ser analisada a régua e esquadro e, no fim, avaliada com uma terminologia de sarjeta. Um país não fecha as portas se as coisas correm mal. Empobrece mas não acaba. Cometeu erros? Tem de os corrigir. Mas não é lixo.
Não, um país não é lixo. Nem o nosso, nem a Grécia, a Irlanda ou outro qualquer. Nem os Estados Unidos, de onde são originárias as agências de rating que nos mimam com estes qualificativos nada compagináveis com o quadro de direitos fundamentais onde todos nos devemos mover. Nem os mais pobres dos pobres dos países são lixo. A Etiópia não é lixo. As crianças etíopes, que nos habituámos a ver nas reportagens televisivas abandonadas à fome e ao sofrimento, não são lixo. Mesmo quando as moscas as rodeiam como se elas o fossem. Mesmo que sejam invisíveis no rating da humanidade. Não, as pessoas não são lixo. Não, um país não é lixo. Não, não podemos tolerar o vale tudo como a regra magna para tudo. Lixo??? Isso não se diz às pessoas.
(in Correio da Manhã)
by N.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Do Humor
quarta-feira, 6 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
Da amizade
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Ta Tá

Do poder das palavras e da efemeridade da vida

By C.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Ainda sobre notícias camufladas por outras que despertam mais interesse
O tiroteio no centro comercial Colombo. Como é possível andarem armados em pleno centro comercial, onde circulam crianças, adultos e idosos, que estão em pleno momento de lazer. Afinal não é só um cinto de segurança e uma velocidade comedida que nos protege a vida. Até num simples passeio podemos levar com uma bala em cima, que seria para o tipo X ou Y. Para o lado que dá mais...
Angélico entre a vida e a morte




Podia ter sido e Manuel, o João, o António, ou outra pessoa qualquer. Mas foi o cantor e actor Angélico conhecido por todos nós, o que nós faz pensar que a fama não nos protege de tragédias, até porque casos como o outro rapazote dos morangos, o Dino, a Sónia Brazão, o António Feio, entre muitos outros, são casos de famosos em que o brilho e o estrelato não fizeram "bolha actimel" para os proteger de tudo o resto.sexta-feira, 24 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Amor de paixão
terça-feira, 21 de junho de 2011
AVB foi para Londres?
Por 5 milhões quem não iria? Apesar de ter achado mal a saída neste momento, e depois de tão calorosas declarações de Amor ao clube e à sua cidade, tenho que concordar que o futebol é, e será, uma casa onde quem se move, move-se por amor ao Euro, à Libra, ao Xelim, ao Dólar, ao Real... Nunca por amor à camisola.O importante é que o Senhor Pinto da Costa fica. E os adeptos também. E é destas duas matérias que o FCP é feito.
Encontramo-nos na final da Liga dos Campeões Andrézito?
By C.
domingo, 19 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
Eu e Ele
M. Calling....Mas...
Do curso, das opções, o rumo
Se meio mundo um dia se decidiu pela escolha mais acertada em vez da que lhe aconchegava o coração e lhe daria a certeza de dias felizes, eu também assim o fiz. Se tudo não fosse uma questão de monopolizar de certa forma o futuro, almejando mais, ou menos desta vida, então eu estaria de certeza num zoo marine ou num jardim zoológico, e era garantido que seria a pessoa mais feliz do mundo.
Desde cedo foi a minha vocação, doar o meu tempo a esses seres, desde cedo que me viam a trabalhar nesse mundo. Mais enganados não podiam estar. A vida trocou-me as voltas. O secundário foi passado a lutar por uma média, média essa que consegui para Medecina Veterinária ou Biologia. A última veio a demonstrar-se um curso com poucas saídas, mais voltada para a investigação e cair num Oceanário ou no ambicionado Zoo Marine um tiro ás escuras. Eu não o dei, também quem é capaz de fazer decisões tão difíceis e importantes naquela fase tão jovem da nossa vida? O sonho de veterinária morreu em 7 minutos, tempo em que assisti a um atropelamento de um gato e me apercebi que não tinha forças, nem conseguia conter as lágrimas para tomar uma atitude de socorro. Veterinária não é só ver dentes e dar festas num animal, requer sangue frio, coragem e um coração forte, eu não o tenho como continua-se a comprovar. O meu rumo de vida mudou quando descobri que realmente sabia desenhar... mas desenho.... desde quando isso nos poderá dar a segurança para o futuro? Requer por vezes uma “base” de alguém e acima de tudo que acreditemos em nós. Nunca dei muito valor aos meus rabiscos, apenas a minha professora e alguns amigos me incitavam a enveredar pelas Artes. Chegava assim á universidade, com média, mas sem rumo.
Acreditei, e acredito, que todos temos o nosso lugar neste mundo, e que se tivermos acima de tudo força de vontade e formos dinâmicos no dia-a-dia, conseguimos trazer um pouco daquilo que realmente sabemos fazer e gostamos de fazer para o nosso trabalho. E assim foi. Candidatei-me para a área do Ambiente. Gosto do que estudo, nunca sonhei com isto, mas de certa forma completa-me. Abordam-se temáticas actuais, tem uma visão muito abrangente de engenharia e acima de tudo proporciona-me conhecimentos que só um curso superior pode dar. E esse vale ouro.
Sei que posso vir a trabalhar numa má empresa, ter um mau ambiente de trabalho, mas tudo isso poderá ser mudado. Vou acreditar que sim.
E nesses dias, se ao chegar a casa tiver os meus cães, os meus gatos a correr na minha direcção, enquanto tropeçam nos baldes de tintas, lápis e afins, nesse dia eu vou ser feliz.
Vamos acreditar.
By N.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Do curso.
Sempre fui uma boa aluna na escola, a Língua Portuguesa principalmente. As respostas dadas para correcção de testes eram as minhas na maior parte dos casos. A Sociologia também me safava bem, bem como a História e Psicologia. Em suma, tudo o que estivesse ligado com centenas e centenas de frases quer para ler, quer para escrever, eu safava-me.

















