domingo, 1 de maio de 2011

Do comentário que dá um post




"Desde que vos descobri, já lá vai quase um ano, que achei o mote do blog original. Mais do que isso, achei-o interessante, mas nunca consegui compreender muito bem porque é que gostava tanto do blog. Compreendia que certas pessoas, como vocês, podiam ter vizinhos que ultrapassam a esfera do bom dia e boa tarde e que podem surgir relações na vizinhança, mas deve-me ter faltado um exemplo prático comigo. Pensava eu que isso era verdade, até esta semana. O meu vizinho da frente morreu e até agora nunca me tinha apercebido dos laços que criei com ele e com toda a sua família. Não éramos amigos, nada de conversas muito aprofundadas. Mas não éramos meros conhecidos. Ele era uma pessoa cinco estrelas, daquelas pessoas mesmo puras que merecem permanecer cá por muito tempo. Super afável, tinha sempre uma palavra e levantava sempre a mão para me cumprimentar quando passava de carro. A morte dele chocou-me imenso, mais do que a morte de familiares com quem não tive lidação. Eu não o conhecia assim tão bem, mas conhecia-o o suficiente para saber que tipo de pessoa era. É difícil explicar isto. Agora percebo-vos quando dizem que a vossa rua fica mais pobre quando alguém se vai embora. Porque esta semana a minha também ficou. Agora percebo que não nos é nada indiferente o vizinho que nos dá uma palavra ou simples cumprimento, o vizinho que convida para a festa de anos que há lá em casa ou a vizinha que tem sempre um sorriso e que pergunta se está tudo a correr bem."

Pelo simpático Johnny.

Porque há, de facto, vizinhos que mudam a nossa vida. Que a preenchem com a presença e que deixam um grande vazio com a ausência. Força.

BY C. and N.

5 comentários:

Ivânia Santos (Diamond) disse...

woow
Lindo! ;)

Johnny disse...

Obrigado pela partilha de ideias e pelo destaque. Continuarei sempre atento a este blog. Beijos

Girls Next Door disse...

:)

S* disse...

Mas que texto forte... algumas pessoas "estão lá", mesmo que não reparemos na sua presença.

omeuvernizazul disse...

Muito bonito, sim, quem me dera ter vizinhos com o qual interesagisse, ás vezes também depende de nós estarmos abertos a isso e por vezes noto que não estou...