quarta-feira, 31 de março de 2010

Help us!



Não sei o que se passa, mas este blogue anda saídinho da casca. Ele não deixa mudar o tipo de letra, ele não deixa mudar o tamanho da mesma, ele aparece com caracteres estranhos. E ainda por cima tem-nos brindado com comentários de alguém muito pouco iluminado.

Algum vizinho pro para ajudar?

Contudo, está tão crescidinho o nosso menino, já nos contraria (impossibilidade de formatação), já faz birra (dificuldade de colocar imagem), e já é respondão (comentários feios de serem publicados).

Estamos muito orgulhosas.

By C.

terça-feira, 30 de março de 2010

Miss Kitty



Nem só de pessoas se faz uma vizinhança. Por cá moram as Teorias Kitty Fane.

By N. e C.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Um lugarzinho no céu?


Eu e a N. pressentimos, dados os últimos acontecimentos, que não temos um lugar à nossa espera no céu. E se, por um lado, nos tentamos conformar com a ideia de que o Inferno até é melhor, uma vez que é mais quentinho, mais divertido e melhor frequentado (pelo menos os homens giros vão lá estar todos), por outro, a N. diz que não está para beber chá os dias todos, primeiro porque não gosta, e depois porque beber uma bebida fresquinha em sítio tão abrasador não será tarefa fácil. Perguntam vocês, adoráveis leitores, e com razão, mas porque não irão elas para o céu?

Porque nós pecamos, pecamos um bocado, quando vimos um envelope no vidro do carro do vizinho R.

O envelope estava lá sozinho, a olhar para nós e nós a olhar para ele, mas resistimos, primeiro porque não se pode ler aquilo que não é para nós, depois porque a vergonha se sermos “apanhadas” era superior à curiosidade que habitava em nós no momento. Mas eis que esta aumenta, a curiosidade, e tudo fazia sentido, até porque aquilo estava no vidro do vizinho, mas estava da parte de fora, e tudo o que está da parte de fora de qualquer coisa é de todos certo? E se não fossemos nós a pegar na carta, era outra pessoa qualquer, e começou a chover, e podia danificar-se com a chuva e desaparecer, e…, e…

…e claro, meio à socapa fomos busca-la. O plano era o seguinte, uma olhava para todos os lados possíveis para ver se alguém testemunhava o feito, a outra fazia o crime propriamente dito. Como ladrão é aquele que rouba e aquele que vê roubar, lá fomos para casa, todas lampeiras, com a carta nas mãos e a curiosidade quase a rebentar.

Lá abrimos a carta cuidadosamente, e deparamo-nos com uma panóplia de coraçõezinhos cor-de-rosa, uma coisa a roçar o piroso e o infantil, e uma linguagem desesperada ao estilo “mi liga vai” com o respectivo número de telefone e a respectiva assinatura da donzela.
Gargalhada geral. Eu e a N. não contivemos o riso e as lágrimas de tanto rir.

Finda a curiosidade, decidimos devolver a carta ao carro do vizinho, e por sua vez, aliviar ou tentar, o nosso acto pouco complacente.

Será que ainda temos um lugarzinho no céu caros leitores? Talvez não, talvez não.

By C.


Coelhinho da Páscoa...

Querido Coelhinho, está quase quase a chegar a Páscoa, e com ela, está quase a chegar um jantar muito importante para nós. O jantar anual de vizinhos.
Mas este ano vai ser diferente. Não é só um jantar onde grandes amigos se juntam e se riem imenso noite dentro. Desta vez, é um jantar de despedida.
A minha grande questão, coelhinho, é a seguinte. Não sei se dou as amêndoas aos ditos vizinhos, ou se as atiro para os olhos deles.
É que em jantares de despedida, ou se é muito simpática para deixar a imagem da melhor vizinhança de sempre, ou se aproveita para dizer "Caro vizinho, já que te vais embora tenho duas ou três palavrinhas para trocar contigo."
By C.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Que os meus vizinhos nunca se lembrem de usar p'lo amor da santa #3

Este zézinho (assim meio que desaparecido, felizmente) deixou em cada uma das nossas dotadas mentes, a (péssima) imagem do seu guarda-roupa.
Se ele lia este post seria menino(a) para dizer: "ai ui ai ui... suas biiichaaasss!!!"
By C.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ola Bom Dia!


Não consigo falar de nenhum dos vizinhos hoje. Simplesmente porque não me cruzei com nenhum. Nem em sonhos.
Ginásio + Noite dá nisto, um dia de ronha total, em dia de folga.

"Ola Bom Dia, eu sou a C. e dormi o dia todo."
Shame on me!

Adenda: A N. está, ainda, no quinto sono.
By C.

terça-feira, 23 de março de 2010

O vizinho PT do gym


Numa onda de ginásios e dores corporais afincadas, descobrimos que um dos PT do ginásio mora nesta rua. Mais que uma e muitas vezes, vêmo-lo a passear o seu cãozinho (igual ao do filme da mácara).


Sem sombra de dúvida que qualquer pessoa identificaria-o como pertencendo ao mundo dos ginásios. É incrivel que possamos após um bocado de atenção associar algumas pessoas ao seu trabalho.


Como não é dos "baixos e bichos" é dos "muito altos e magros (vá jeitoso)", usa roupa que parece plástico e faz muito barulho quando anda e o tamanho é sempre 3 tamanhos acima, á excepção da cintura, onde tudo aperta (se me entendem). Nunca se vê nos cafês da rua e anda com uma postura invejável....cabide andante, o que deveria ser portanto.


Eu e C. ainda não o cumprimentamos, não calhou, mas desde que ele para compor a minha postura na bicicleta, quase que me partiu em duas, não quero muita proximidade.


Aposto que se ele tivesse aqui, já me tinha "endireitado" (na minha opinião é entortar quase no limite de não conseguir respirar) e como quero manter a pose do" tar á vontade"... vou agarrar no telemóvel sempre que passar por ele.


By N.

Insónia forçada


Se o meu menino M. tem do "lado de lá da parede" uma demolição a decorrer, e se "quando não os podes vencer, junta-te a eles", então eu perdi-o.


Ele está doentinho, sim... e aquilo de "no amor e na doença", sim.... mas, eu estou quase nos limites e não há corrector de olheiras que me valha.


Coitadinho, ele deve ter o nariz cheio de cascarnas (nunca escrevi isto e soa tão mal quanto se lê), e a garganta entupidinha, mas aqueles sons provenientes das profundezas das entranhas matam-me o sono de beleza.


Ele são "vira-te", ele são encontrões amorosos e suaves, mas nada serve... ele entoa um "desculpa" e 5 segundos depois nova faixa musical.


Se já renego este tempo de chuva, agora abomino-o por pôr assim o M.


Se isto não é amor, não sei o que seja... ah! É pois amor, combinado com a dificuldade de após tantos anos já não conseguir dormir (bem) sozinha.


Acho que vou dar nova utilidade aos tampões... ai sim, ele acordava, olhava para mim com fios a sair dos ouvidos e nunca mais ousava perturbar o meu soninho.


Maluca como sou, estou a ver que vou por à prova... os tampões e a ele.


By N.


Que os meus vizinhos nunca se lembrem de usar p'lo amor da santa # 2

Acho que não preciso de dizer mais nada...

é que nem para ir ao Portugal Fashion...meus ricos pézinhos!

by N.

segunda-feira, 22 de março de 2010

O fetiche do vizinho

Em conversa com uma amiga este fim-de-semana, o tema foi dar, uma vez mais, à vizinhança. Neste caso, a vizinhança dela.

Segundo diz a R. a sua vizinha do 3ºandar anda com o vizinho do 1º, juntaram os trapinhos, e decidiram vender o apartamento dele no 1º andar, e estão a viver no 3º.
A rapariga que vivia com a R. enamorou-se pelo vizinho do lote de apartamentos do lado. A prima do vizinho do 4º andar, casou com o rapaz que morava com esse vizinho, e compraram um apartamento nesse mesmo prédio.
Ela, a minha amiga R., está apaixonadíssima pelo ex-namorado que mora ao lado, mas que por sua vez namora com a vizinha do rés-do-chão.

Começo a achar, que existe mesmo o fetiche-do-vizinho. Aquela alça que caí e faz aparecer um ombro desnudado, que é visto pelo rapaz que mora na janela em frente, e que se apaixona por aquele momento. Começo achar que as paixões de elevador vão mais além e para outro nível. Começo a achar que o que os filmes muitas vezes transmitem, de facto, acontece na vida real.

By C.

domingo, 21 de março de 2010

Que os meus vizinhos nunca se lembrem de usar p'lo amor da santa #1

.. nem p'lo amor da santa, nem por outro amor qualquer.

Pasmei-me e continuo pasmada...

by N.

(sem a C. me ouvir... ) SLB !!!!


Até os podem comer a todos...

mas a nós não!! ahahahah

by N.

Ginásio parte IV


"When your body screams, tell him to shut up"


Não sei de quem é esta pérola, mas quem teve esse espontâneo momento de criação tem os meus parabéns... agora só tem de me explicar como é que realmente eu o faço calar.


Uma sinfonia com todos os acordes a que tem direito. Ele simplesmente não se cala. E como má pessoa que devo ser por andar a trata-lo tão mal, ele claro está, vinga-se. Vinga-se de todos os exercícios de body pump a que o incumbi,


Subir um passeio, tornou-se cómico, as pernas não dobram, desce-lo uma loucura se não houver nada em que me apoiar. Para ser mais explicita, o xixi fora de casa, é feito nas casas de banho para deficientes, pois para manter aquela distancia higiénica do tampo gérmico da sanita, aquelas barras de apoio, ajudam e muito. Se me cair alguma coisa no banho não a apanho e sair de lá proporciona uma ida ao hospital mais próximo. Entrar no carro é ao estilo do meu avô e sair igual. Sentar em qualquer café é espectáculo para quem esteja, já que da última vez por me apoiar com tanta força na mesa, ia virando-a. Tirar uma camisola mais apertada demora minutos e acabo por estar muito tempo de braços paralisados no ar por não aguentar as dores.


Assim:


"When your body screams, tell him... I'm sorry"


By N.


sexta-feira, 19 de março de 2010

Coscuvilhices

Ontem arregalamos os olhinhos para ver bem a pseudo-vizinha.
Isto dos hi5's, dos Facebook's e Co. até tem a sua vantagem, porque com um click apenas, ficas a saber tudo. Se tem primo, sobrinho, cão, gato, periquito, se tem banhita, se não a tem, se usa biquíni, ou fato de banho, se saí muito, se saí pouco...

Eu cheguei a conclusão que já tinha, tem uma nariz que ai-meu-Deus-coitadita, tem um péssimo gosto a vestir (a não ser que eu é que esteja errada ao achar que um corpete de pano de toalha de mesa aos quadrados vermelhos é muito pouco bonito, e um corpete preto transparente que se usa para dormir, usar para ir ao bar mais próximo). Não. Não é bonito, não tem classe, não é discreto.

Mas numa coisa vou ter que dar o braço a torcer (o bracinho que tanto me doí da aula de pump de ontem) para a idade que tem (idade quase de "penacova") até que está com um corpinho assim coisa e tal. Já as mamocas, apesar de não serem muito grandes, já sofreram com o efeito da gravidade. Ah pois é!

As mulheres têm destas coisas, mais do que reparar no fato 5 estrelas do senhor do banco XPTO, reparamos na senhora, na vizinha, na mãe, na filha, na namorada, na amiga.

Já Betsey Johnson dizia "Girls do not dress for boys. They dress for themselves and, of course, each other. If girls dressed for boys, they'd just walk around naked".

Posto isto, da minha modesta análise, digo que a palavra vulgaridade impera, e tenho na classe a beleza de qualquer ser humano.

Linha 0,5 - Classe 0

By C.


Esta vizinhança...

...vive agora, de boas e más notícias.
O que implica que, brevemente, esta rua, viverá de presenças e de ausências.

C'est la vie!

By C.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Malvada!


Temos uma nova vizinha. Não que more aqui, nem que tenha alugado ou comprado casa neste sitio, mas por acréscimo, passou a ir vivendo cá há meses, desde que iniciou namoro com um vizinho nosso.
Vizinho esse que, desde então, nunca mais foi visto em locais sociais que frequentava no passado.

A verdade é que esta espécie de vizinha, lhe rouba a atenção e as amizades. Mas pior, tem cá uns fantasminhas a tirar o seu sossego, que se chamam N. e C. Não que alguma vez tenhamos sido inconvenientes com ela, mas há aquela dorzita que cotovelo de cada vez que ela nos vê.
É verdade. A malvada sempre que nos vê, olha de alto a baixo. Qual scanner qual quê, ela mira tudo o que há para mirar. Nem há subtileza quando olha, vira para trás e toca a ver e ser vista. Só esperamos que não nos roube o modelito, nem tire ideias e actualize o seu guarda roupa século passado, para o presente século. As vezes há que ser mázita.
Se fosse outra pessoa não me importava nada. Agora este ser, naaaooo. Ela não inspira confiança.
Nunca vos aconteceu? Criar uma inimizade platónica?
Ela que fique lá no cantito dela, que eu não sou miúda para peixeiradas. Mas há sempre uma primeira vez para tudo. Ou não... Esperemos!
By C.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ginásio parte III

Deus nos perdoe!!! Se o meu avozinho me visse ali aos saltos a dar murros no ar, não ia entender o porquê de não empregar aquele esforço na terra que tem para cultivar. É verdade... que me perdoe também.

Pois bem, ir uma vez até me entendo, agora onde fui eu (e elas) buscar coragem para por os pézinhos outra vez na aula de Body Combat não sei, mas espero que não se esgote esta fonte de coragem. Eu acho que é de ter roupa nova para usar, mas isso é mais uma daquelas teorias.

Subir umas escadas é neste momento uma proeza e tirar um copo do armário um milagre. Sinto coisas a mim a latejarem que até ao momento desconhecia que existiam... no rabo principalmente, essa zona que não se sente normalmente, hoje parecia dotado de vida própria. A ver vamos se este Verão ele não me trai.

Mas o MELHOR, MELHOR, foi sair da sala e deparar com um belo de um espécime na piscina. E tenho cá para mim que o macho é daqui perto...

Sim,sim, vou para o Inferno, eu e mais as minhas companheiras que depressa partilharam do meu ângulo de visão.

E assim mais umas dores pelo corpo todo, venham epidurais que a gente precisa.

By N.

Ginásio parte II


Ontem fomos à aula de combat. Eu, a N., a M. e a G.

Habitualmente não fazemos aquela aula, por isso, os passos eram aprendidos e apreendidos a cada música. Está claro, que foi uma galhofa.
Eu cansadíssima e com os músculos a chamarem-me nomes feios (depois de uma aula de pump para quê tentar combat?) a N. só dizia "Ai se eu tivesse dinheiro estava na Corporation dermoestetica". A M. e a G. lá faziam a aula como podiam e sabiam.
Quando era para dar os murros no nariz, euzinha só me lembrava do nariz da pseudo-vizinha, e que bem que aquela coreografia me saiu.

No final da aula, no belo do final, e aquando do professor dizer "Alguém tem alguma pergunta?" a N. diz : "Amanha estou viva?"

Gargalhada geral.

Estamos a seguir à risca o plano que traçamos, apesar de sentir que fui atropelada por um autocarro, dos grandes, e mesmo sendo uma sensação muito má, a ideia de estar a tonificar tudo o que há para ser tonificado é boa.

Tenham cuidado vizinhos, muito cuidado, é que agora já percebemos qualquer coisa de combat, e de eliminação de narizes.

By C.

Nova vizinhança 4 @ "A Rapariga que matou o coração Blog"



O meu vizinho apanhou-me a fazer caretas, nada de grave se não fossem para ele.

Pois...

Tenho um vizinho fantasma, fantasma e mal educado.

Intitulei-o carinhosamente de fantasma porque desde Dezembro só o vi 2 vezes, no dia da minha mudança e ontem...sei apenas que ele existe e não se finou entretanto, porque o carro dele vai mudando de posição e o elevador de vez em quando está no 3º andar.

De mal educado apelidei-o porque da 1ª vez que o vi, estava eu com as tábuas da minha cama na mão e a tentar equilibrá-las todas, ele passa por mim e nem um Boa Noite ou um Seja Bem Vinda a este prédio, nada, rigorosamente nada, e eu que normalmente quando me calham pessoas mal educadas na rifa, lhes digo o meu mais doce Bom Dia, Boa Tarde ou Boa Noite, nada disse também de tão atrapalhada que estava mas fiquei naquela do tipo "isto começa bem começa, vizinhos destes são sempre bons", é que o moço ainda por cima olhou-me de alto a baixo e fez uma cara do tipo: "Que pobreza! Ó menina não sabe o que são empresas de mudanças? Ai que esgroviada! Ai meu rico prédio que vai começar a ser mal frequentado!"

Ontem voltei a cruzar-me com ele eu a sair ele a entrar cheio de sacos, nem um boa noite, nada, e eu claro mal ele passou por mim começo a fazer caretas e virei-me não sei porquê, talvez mania de avaliar uma certa parte, e o moço também se tinha virado.

Conclusão:

- apanhou-me a cuscar e para além disso, de certeza, de certezinha que viu as minhas caretas pois a porta do prédio toda ela é de vidro.

Não lhe vi o traseiro mas vi-lhe na cara o ar superior que já da outra vez me tinha irritado.

Corei tanto, tanto, que parecia um tomate chucha, mas um tomate chucha irritado.

Isto promete!


PS: se tivesse um atirava-lhe à cara!


@ http://araparigaquematouocoracao.blogs.sapo.pt ( 3 Junho 2009)


By N.

terça-feira, 16 de março de 2010

Gentleman!

Não sei qual o andar, o nome, a idade, mas sei que é gentil. Ou pelo menos foi, cavalheiro.
Recém-chegada de fim-de-semana, deparo-me com a aparição de um novo vizinho, que muito gentilmente me abriu a porta e ofereceu-se para levar os sacos por mim (só tinha dois, e levezinhos). Recusei, mas agradeci claro.

Adoro homens assim, dos que não se babam que nem rebarbados, mas que simpaticamente se oferecem para fazer alguma coisa de jeito. E adoro os que ainda oferecem flores, de forma inesperada, e fora de datas festivas.

adenda: teria sido tudo isto fantástico, não fosse eu estar completamente despenteada, cá para mim o pensamento do vizinho foi "deixa lá ajudar a carregar os saquinhos, para ela estar de mãos livres e pentear-se" Oh God!

By C.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Vizinhos sem vazinhos.


Pequenas e sempre delicadas, dão indiscutivelmente um ar mais vivo a qualquer casa. Desde a sua forma mais simples aquela mais estranha que é "fashone", flores ou plantas tornam qualquer lar mais acolhedor.

Pois bem, dos vizinhos uns 5% apenas aprofilhou estes seres. Na sua vertente mais usual, os vazinhos na janela da cozinha, os grandes vasos na sala ou na varanda. Aqui, um destes vizinhos ganha notoriedade quando, me parece, que anda a tentar tornar a sua varanda numa floresta tropical. Temo que hajam gorilas e najas no meio. A não ser que me abocanhem em zonas que não pretendo em mim, nunca irei pedir sal aqueles lados.

Assim, porque será que estes seres serão tão raros? (excepção o tal vizinho, claro)

O que depreendemos, deste lado, é que casados (ou juntos) têm sempre plantas... sempreeeee... é um género de animal de estimação que não faz barulho, em que o cócó não existe e há a certeza que tudo o que está e como está em casa, assim estará aquando o regresso a casa. Existe tempo e existe muito amor para dar. Poucas plantas por aqui, poucos casados.

Os solteiros ou simplesmente, casas em que pessoas (pelo menos oficialmente) não partilham de qualquer laço, as plantas não existem... (e fruta não é planta). Na melhor das hipóteses encontramos um cadáver de uma planta da sorte, cuja manutenção é mínima (!!!) completamente seca. Não é M.? Regar simplesmente dá trabalho e como é mais uma tarefa,que por si só, por ser tarefa dispensável é logo excluída. E não falemos daquelas espécies de plantas que depois dão para fazer fumo. Plantas dessas á vista e já sabemos o que mora do lado de lá.

By N.

domingo, 14 de março de 2010

E se...?


E se, de repente, o vizinho de cima fosse o sol, o da frente o mar, e a vizinha de baixo a areia?
Aceito. Aceito esta nova vizinhança até o dia terminar.
By C.

sexta-feira, 12 de março de 2010

A propósito da cueca da vizinha...


… a ideia não é de todo ser mazinha, nem rir as custas da cueca XXL da vizinha, nem tampouco que ela passe a usar um S de roupa interior (se bem que uma dietazita faz bem a qualquer alma, não só pela aparência, mas acima de tudo por uma questão de saúde), e muito menos que passe a secar a roupa no microondas, mas no que toca a roupa interior, não há necessidade de a colocar à vista desarmada.
Vai um qualquer transeunte e vê uma panóplia de cueca, soutien e afins.

Já estou a ver a malta a imaginar se o vizinho do 5º direito traz os boxers tigre ou leopardo, a filha de 16 anos do casal do 3ºesquerdo, a cueca da betty boop ou da hello kitty, ou se a boazona do rés-do-chão vem com o conjunto rendado preto ou vermelho.

Para imaginações como estas já nos chega o vizinho da frente, que veste armani tal e qual se vislumbra o Sr. David na foto. Só não sabemos em qual dos dias da semana.

Vamos la todos colocar uma camisola, um lençol ou uma toalha no estendal na parte da frente (que é a que fica visível para a rua) e os interiores na parte de trás, vamos?
By C.

Aviso


Aviso, desde já, que se me cruzar com mais algum vizinho que faça graçolas acerca do meu FCP (que está só numa fase de interregno) eu faço uns golpes feios, bem ao estilo de Lara Croft em Tom Raider.

Sim, piadas ao estilo desta da 5 a sec, ou do terramoto à escala 5.0. Não tem graça nenhuma pois não? Malvados...
By C.

Quem é a grávida mais gira, quem é?

Nem mais, nem menos que a vizinha do 6º esquerdo. É ve-la cheia de estilo e classe mesmo com uma barriguinha bem acentuada.
E quanto à linha, dá dez a zero a muita gente que não está em estado de graça.
Há que nunca descurar a linha. E a partir de hoje, as regras cá vão ser mais apertadas.

Linha 1 - Gula 0.

By C.

quarta-feira, 10 de março de 2010

A cueca da vizinha...


... é maior do que a minha. Mas muito MAIOR.

Querida vizinhança, não coloquem a vossa roupa interior a secar nas varandas, correm o risco de meio mundo saber que cuequinhas usam e pior, o tamanho!

By C.

Vizinhos de meu menino: ODEIO-VOS (muito mesmo)


Eu sei que é feio... eu sei que estes pseudo-vizinhos devem precisar mesmo das obras... eu sei, eu sei, ... mas já chega! Plamor da santa!!!!

Um mês já nisto... mas aquilo vai virar hotel 5 estrelas??? Que raio de casa precisa de um mês de obras? Um palheiro lá está e hoje, ou muito me engano e esta mente rebuscada está a dar de si,ou eles estão mesmo a construir uma calçada portuguesa em casa. Era batuque ao estilo de banda mal sucedida, intermitentemente em três diferentes tons de má musica.

Eu, pessoazinha com muitos afazeres SÒ a iniciarem as 2 da tarde, ali estava em pé as 10, com o sobrolho levantado ao estilo de não me toquem que eu vou rebentar. E rebentei. Não foi a massa adiposa, mas sim o meu punho que saiu projectado contra a parede numa tentativa vã de tomaaaaaa-lá-pinhões-para-ver-se-também-gostam. Burra. Muitos sobrolhos levantados agora para mim... como se isso lhes fosse causar vergonha e abandonassem a maquinaria em tom de simpatia. Burra. Uma burra de punho inchado á escala da vontade de matar que eu tinha. Muita.

E assim, o meu menino que me perdoe, mas ele que pegue nas sua trouxa, porque a minha almofada não volta a passar uma manhã ali.

Vamos ter sérios problemas, vamos vamos.

By N.

terça-feira, 9 de março de 2010

Jantar de Marias I

Que digam que muita mulherada junta pode ser terrível, pois bem, é verdade, porque boa disposição e pézinho de dança ontem não faltou.

Perguntem á G. se não foi verdade... a culpa claro, foi da Champanhada feita com as garrafas que ela dizia muito séria "Mas foi a minha mãe que me ajudou a mete-las no carro!!". Pois claro está então!

Pois bem, foi de rir até os abdominais darem pontapés no estômago, foi fazer jogos de cartas servindo-nos do Uno, porque era o que havia, foram kilometros de saltos altos e no fim dançar, dançar e dançar...

Porque há dias assim, em que dançamos e dançamos, não queremos saber do amanhã nem do que foi ontem, só queremos estar assim, felizes... numa dança extenuante, mas que nos faz sentir tão bem.

E foi tão bom estar assim..

By N.

Felicidade VS Medo


Já não vai. Terminou tudo, depois de saber que as intenções do ex-noivo não eram as melhores.
As vezes não conhecemos bem a pessoa com quem partilhamos anos de vida, que fará alguém que conhecemos há dois ou três meses.
Malvados estes homens!
Quando a esmola é grande, o pobre desconfia. E neste caso, era mesmo para desconfiar de tão precipitado pedido, e de tão pouco ponderada decisão.
Venceu o medo, portanto. O nosso medo de que isto não fosse resultar.
Um beijinho à T.
By C.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher

A todas, vizinhas ou não, um feliz dia.

By C.

Episódios de supermercado


Mesmo perto de nossa casa, temos um supermercado onde quase diariamente nos deslocamos para reforçar o que é preciso no lar.

Foi exactamente numa dessas idas que me deparo, logo ao inicio da superfície comercial, com a promoção do "mês do bébé". Aproveitei, porque estava logo ali, dirigi-me à parte das refeições para tão queridos seres e peguei na embalagem de cerelac de tutti frutti - a minha preferida. Até aqui tudo normal, não fosse virar-me já para seguir rumo a outro corredor e vejo que mesmo ao meu lado estava um senhor (penso que na casa dos 60 e tal anos) a observar-me atentamente e que se saí com a seguinte pérola: "Tão novinha e já mamã??"

Confesso que paralisei, nem sei se pelo "tão novinha" se pelo "já mamã?". E confesso que adorava ter visto a minha cara aquando desta questão.

Esclareci logo simpático senhor, ficando ele a perceber que gente grande também come cerelac, também utiliza óleo johnson no final do banho, também come fruta de bebé, e também usam toalhetes não para limpar o rabiosque, mas para andar no carro pois dão imenso jeito.

Apesar de ser uma coisa que quero muito ser, mamã, por enquanto estes produtos são mesmo para meu uso, e apesar do senhor me ter achado novinha, já estou naquela idade que se é velha para irresponsabilidades, para festas diárias até as tantas da manha, para relações pouco serias, para não trabalhar, mas que ainda se é nova, e ainda não se alcançou estabilidade para comprar casa, para casar e para ter filhotes.

Será portanto, o quarto de século, a idade do fica-aí-paradita-e-não-faças-nada. E já agora atenção ao que se compra e a quem o analisa.

By C.

sábado, 6 de março de 2010

Sra. Dona Mui Querida Farmaceutica

Não é minha vizinha, nem sequer sei se mora longe ou perto, mas por trabalhar mesmo aqui ao lado e porque ser vizinho é também ser prestável, esta é uma vizinha excepcional.

Da primeira vez que solicitei a sua ajuda,andava numa fase negra, assim ao estilo de estar na merd*... a minha gata teve ataques e a ideia de a perder matou-me por dentro. Esteve internada, fez mil e um exames traduzidos na módica quantia de 400€ e como o um tac á cabeça eram cerca de 600€ no Hospital do Porto, fiquei sem saber o que tinha e tem ao certo. Está medicada á um ano, está bonita como sempre foi, felpuda e continua a ser a lady de sempre (ao contrário da outra que é o verdadeiro Pimentinha).

Pois bem, num dia em que vinha de uma visita do veterinário, completamente distante de tudo o que era ou já foi, apercebi-me que tinha de ir em 5 min trabalhar para o bar. Ao estilo de desesperada, como estava perto da farmácia fui pedir uma amostra de base para tapar as marcas de sofrimento. E essa Sra. Farmacêutica, muito sentida do porque de eu estar a pedir a amostra, deu-me duas amostras da Vichy, não das que vêem em saquetas, mas os boiões que se utilizam para experimentar ...o equivalente a 60 ml.

Hoje fui comprar um creme diário. Estivemos cerca de 15 min a falar sobre as pomadas receitadas pelos nossos dermatologistas, o que fizeram, o que não fizeram e o que vão fazer.

E é sempre tão bom ter a certeza, que o que levamos para casa, não passou de um golpe de marketing, não foi vender por vender, foi uma sugestão de quem com os mesmos problemas já experimentou e gostou.

E eu gostei.

By N.

Sr. Mui Querido Dermatologista


Pele.

Esta é daquelas palavras que não se pode separar de hidratação e nunca esperemos que se aproxime de uma outra... a acne.

Este "problemazinho" capaz de nos fazer meter um saco na cabeça, insiste em dar de si, como se de uma puberdade alongada se trata-se. E como cego é aquele que não quer ver, tenho feito as minhas consultas de dermatologia, após o "ai não tenho tempo" ser erradicado da agenda.

E este Sr. mui amável e mui milagroso em tudo o que me receita, me disse "Vai fazer um tratamento e você vai ter a pele como nunca teve". Oh meu Deus, foi vê-la com os olhinhos em lágrimas e de coração a bater descompasadamente. Não é que tenha acne ao estilo de arquipélago dos açores, mas o que tenho é "o que tenho".

Pois bem, tal milagre, só poderá acontecer no próximo Inverno, mediante um tratamento de 5 meses, sem apanhar um cisquinho de sol. E para já tentar mandar esta acne para as profundezas dos infernos, estou sobre medicação e pomadagem. Pois bem, nem uma vodkazinha posso beber e a bela da pomada mete-me a pele bromelha e sensivelzinha.

Foi ver-me a correr para a farmácia para me munir da tal hidratação.... da minha e de muita gente Sra. Dona mui Querida Farmacêutica.

Acne má.

By N.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Era uma vez...


Era uma vez, um vizinho cheio de piada e bom humor, e mais importante, cheio de bom senso. Mas houve um dia, um certo de um tramado dia, em que ele conhece a "mulher pinóquio", e muda todo o seu eu.
Será isto possível? Será possível que alguém mude a sua maneira de ser por causa de outra pessoa? Deixe de fazer as velhas e boas rotinas por alguém que decide dar-lhe uma nova vida?

A resposta é vossa. A conclusão da história é dele.

adenda: "mulher pinóquio" é no sentido literal. Literalmente grande o nariz da pseudovizinha. E as mentiras, desconfiamos nós, que também.

By C.



quarta-feira, 3 de março de 2010

CSI

No "Shope" as 4 Marias rondavam a pilha de livros em promoção. Sim adoramos saldos como qualquer alminha. De encontro com um livro sugestivo de seu titulo "Como deixar de estar encalhada" ( ou algo do género), a sorte ou azar, fez com que abrisse na página que dizia:

"Como conquistar um vizinho"

Oh Deus me perdoe que eu vou ali fazer um chichi de tanto rir e já não venho.

Portantos... não fosse eu muito feliz com o meu menino, que tinha ali a mezinha da avó para me atiçar a um daqueles vizinhos cozinheiros desnudos que tanto arregalam os olhos desta vizinhança.

A receita impunha como ingredientes andar de papel e caneta em punho ( e já agora um depósito de gasolina no carro) para apurar todo e qualquer lugar frequentado pela vitima. Perante tais conhecimentos sobre a vida dele (e das ruas de Portugal) proporcionar um contacto e esperar que, qual chama do Olimpo, se desencadeasse ali um fogo que transformava-se em brasa aqueles dois corpos.

Medo.

Medo de saber que pode haver alguém a fazer isto. Medo de saber que aquela pessoa que encontramos por coincidência em muitos lugares onde estamos, não esteja ali por coincidencia e guarde no bolso um isqueiro pronto a dar chama ou aguarde que deixemos cair as chaves. Medo porque quase todos os dias fazemos os mesmos caminhos... mas antes rebarbados que assaltantes.

by N.